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Informação – Alameda dos Freixos

25/09/2017

O Município de Marvão tem estado empenhado em preservar e manter o património (classificado como arvoredo de interesse público, desde 24 de fevereiro de 1997) da Alameda dos Freixos – “Túnel das Árvores Fechadas”, na EN 246-1, em São Salvador da Aramenha.

Perante a renovada intenção de abate de vários freixos, por parte da Infraestruturas de Portugal, a autarquia patrocinou um estudo de avaliação do estado biomecânico e fitossanitário dos freixos, de forma a fundamentar, técnica e conscientemente, qualquer intenção de abate, reduzindo-a ao essencial.

Após a apresentação do estudo de avaliação das 235 árvores, que compõem este inestimável património paisagístico, o diagnóstico contrariou as expetativas do Município, por recomendar o abate de mais de 40 freixos e uma poda radical em 192.

Assim, com o acordo do promotor desse trabalho, a autarquia pediu a colaboração da Eng.ª Maria Filomena Caetano, especialista em arboricultura urbana e fitossanidade, que avaliou este conjunto e as alternativas possíveis para o preservar, de forma sustentável.

Numa primeira análise, concluiu-se que o tratamento realizado no conjunto tem sido inadequado, nomeadamente no que diz respeito às podas realizadas, ou à mais recente plantação de novos freixos.

As considerações da Eng.ª Maria Filomena Caetano sugerem que há a necessidade de levar a cabo algumas intervenções faseadas, de forma a reduzir o impacto no conjunto dos freixos, envolvendo todas as entidades responsáveis na manutenção deste património.

Intervenções sugeridas pela Eng.ª Maria Filomena Caetano:

Primeira fase

– As pernadas e ramos secos sobre a estrada devem ser cortados de imediato (diminui-se assim o risco de rutura de pernadas e de ramos sobre a via púbica);

– Abate de árvores que apresentem risco de rutura elevado, por exemplo, duas árvores por ano, de modo a não intervir drasticamente no conjunto.

Segunda fase

Podas de redução de copa (efetuadas em altura por escalada ou através da utilização de uma grua com barquinha);

– Corte das árvores jovens já mortas;

– Plantar freixos bem conformados, num compasso adequado (em alguns casos nem se deveria efetuar essa plantação entre as árvores já existentes) e em época apropriada (durante outono/inverno);

– A rega dos jovens freixos deve ser devidamente assegurada na época estival pelo menos durante os dois primeiros anos após a plantação;

– Colocação de um semáforo de controlo de velocidade no percurso da Alameda de Freixos, já que as viaturas (pesadas e ligeiras) circulam a grande velocidade, provocando impacto negativo nos freixos (tanto sobre as copas como sobre o sistema radicular).

Terceira fase

– Verificou-se que tanto a inclinação do tronco como o desenvolvimento da copa de grande parte dos exemplares não estão sobre a via pública, pelo que, caso as árvores, ou parte delas (pernadas e ramos) entrem em rutura, o alvo não será a EN 246-1. Consequentemente, estas árvores podem ser intervencionadas numa terceira fase.

O Município já contatou a Infraestruturas de Portugal, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, e o Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, com o intuito de encontrar uma solução que tenha em atenção as considerações da Eng.ª Maria Filomena Caetano e, caso seja necessário, aprofundar esta avaliação, visando a aplicação das medidas mais apropriadas para preservar o conjunto e assegurar a segurança rodoviária.